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Saúde tem todas as ferramentas necessárias para eliminar a aids e a transmissão do HIV no país

Com prevenção, diagnóstico e tratamento oferecidos pelo SUS, Brasil foca agora na organização dos territórios. Documento com diretrizes para os entes federativos foi pactuado hoje (30), em reunião da CIT

Saúde tem todas as ferramentas necessárias para eliminar a aids e a transmissão do HIV no país
Saúde tem todas as ferramentas necessárias para eliminar a aids e a transmissão do HIV no país
Prestes a alcançar as metas da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), para a eliminação da aids e da transmissão do HIV como problemas de saúde pública no país, o Ministério da Saúde foca agora na organização dos territórios, mediante suas realidades locais, para otimizar as ferramentas oferecidas pelo SUS e tornar os serviços de saúde mais acessíveis à população e mais efetivos para a eliminação da aids e da transmissão do HIV até 2030. Para orientar esse trabalho, a pasta construiu, de forma colaborativa, um documento com diretrizes a serem aplicadas pelos entes federativos. Tais ações foram pactuadas, nesta quinta-feira (30), na reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília. A partir da pactuação, o Ministério da Saúde – por meio do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi) – dará todo o suporte necessário à implementação das Diretrizes, contando com a participação de outros atores estratégicos na própria pasta e de representantes dos conselhos Nacional de Saúde (CNS), de Secretários Estaduais (Conass) e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e outros, conforme as realidades locais. As orientações estabelecem metas parciais até 2027 que serão monitoradas anualmente, em consonância com o Planejamento Estratégico do departamento. Em seguida, em parceria com atores estratégicos para a resposta ao HIV e à aids, serão elaboradas novas metas até 2030 para viabilizar o alcance dos objetivos. “Durante o processo serão apresentados os avanços obtidos e os desafios persistentes nos espaços técnicos, de gestão e participativo do SUS para a resposta ao HIV e à aids”, afirma o diretor do Dathi, Draurio Barreira. Além disso, a proposta será discutida e atualizada em oficinas por todo o Brasil para elaboração de programações com o objetivo de implementar e adequar as metas às várias realidades encontradas no território nacional, bem como construir uma agenda conforme a priorização local. O documento com as diretrizes foi elaborado por gestores e técnicos do Dathi e submetido às comissões assessoras do departamento e contou com a participação de representantes das secretarias de Atenção Primária à Saúde (Saps) e Atenção Especializada à Saúde (Saes). Em seguida, foi apresentado e pactuado em espaços de gestão do SUS como o Grupo Técnico de Vigilância em Saúde (GTVS). A sociedade civil também participou ativamente da construção do documento. Inicialmente a proposta foi apresentada para os 32 Coletivos Nacionais que fazem parte da Comissão Nacional de Articulação com os Movimentos Sociais (Cams/Dathi) para avaliação e sugestões. A Comissão Nacional de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs (Cnaids) também discutiu e fez contribuições ao material. As sugestões foram acolhidas e incorporadas às Diretrizes. Diretrizes apontam caminhos de ação para os diferentes níveis de gestão da saúde O coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (CGHA), Artur Kalichman, destaca que com a pactuação das Diretrizes na CIT, todos os níveis de gestão de programas de HIV e Aids no Brasil poderão trabalhar no mesmo objetivo de forma integrada e articulada. “Sabemos das necessidades e especificidades locais devido à dimensão do nosso território nacional, mas com as diretrizes pactuadas de forma coletiva, todos os níveis de gestão e espaços participativos trabalharão – ao mesmo tempo – para alcançar o objetivo de eliminar a aids e a transmissão do HIV como problemas de saúde pública no Brasil e apoio total da coordenação nacional”, observa. Já a ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforça que a articulação com as organizações da sociedade civil é essencial particularmente pelo enfrentamento ao estigma e à discriminação relacionados ao HIV e à aids. “O estigma e a discriminação que ainda são barreiras para as pessoas vivendo com HIV e que impactam diretamente nas ações de saúde. Por isso, um trabalho articulado e com a participação efetiva dos representantes das OSC é crucial, pois promove a redução dessas barreiras, potencializa recursos, ampliar o alcance das ações e acelera a eliminação como problema de saúde pública”. A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Ethel Maciel, por sua vez, lembra todos os investimentos e os avanços da pasta no tema. “Construímos um espaço colaborativo, no qual a sociedade civil tem voz e participa das decisões. Isso tem possibilitado não só uma oferta maior de estratégias de prevenção, como também uma maior adesão da população, o que também contribui para a quebra do estigma e da discriminação. Isso pode ser demonstrado pelo aumento de usuários em PrEP, a redução da mortalidade por aids e o avanço com a certificação de estados e municípios pela eliminação da transmissão vertical de HIV”, comemora Ethel. Ainda segundo a secretária, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano prevê a destinação de mais de R$ 3,1 bilhões para a aquisição de medicamentos e insumos de prevenção, bem como incentivo financeiro aos municípios. Ádria Albarado e Swelen Botar Ministério da Saúde

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